A própria Comissão de Valores Mobiliários (CVM) já oficializou um ponto fundamental para o avanço do mercado de capitais digitais: determinados criptoativos podem ser considerados valores mobiliários e, portanto, submetidos às mesmas exigências de transparência, governança e proteção ao investidor aplicáveis ao mercado regulado.
Essa discussão ganhou ainda mais relevância diante do crescimento das ofertas de ativos tokenizados no Brasil, que saltaram 20 vezes em dois anos e chegaram a quase R$ 4 bilhões ao final de 2025, segundo a Capital aberto.
Esse avanço mostra que a tokenização deixou de ser apenas uma promessa tecnológica e passou a ocupar espaço concreto no mercado de capitais brasileiro. À medida que novos ativos, investidores e instituições ingressam nesse ecossistema, o compliance também evolui. Antes visto principalmente como uma área de controle posterior à operação, ele começa a integrar a própria infraestrutura do mercado, funcionando como uma camada permanente de observância, rastreabilidade e prestação de contas.
Essa evolução ocorre em um momento no qual reguladores, investidores e participantes institucionais exigem mais do que bons produtos. O crescimento do mercado amplia a demanda por capacidade técnica, governança, segregação patrimonial, controles internos, prevenção à lavagem de dinheiro e mecanismos capazes de comprovar continuamente que uma operação segue padrões regulatórios e operacionais adequados.
Fonte: https://exame.com/future-of-money/compliance-deixa-de-ser-area-de-apoio-e-ganha-importancia-em-ativos-digitais/